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Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a lei Áurea que aboliu a escravidão no Brasil. “Áurea” quer dizer “de ouro” e a expressão refere-se ao caráter glorioso da lei que pôs fim a essa forma desumana de exploração do trabalho.
Ontém, dia 02/04/2013, o então presidente do Senado, Renan Calheiros em pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão, comparou a Emenda Constitucional dos trabalhadores domésticos (PEC) com a lei Áurea.

Será que estamos novamente diante da política do pão e do circo? E as consequências? A bebedeira é boa e a ressaca?

Posso estar incomodada com a analogia descabida do senador, pois não sei na residência dele como os domésticos são tratados, mas ao que parece o senador quer mesmo é “aparecer” ou “parecer ser”.

O fato é que jogaram sementes da discórdia e a lona já está montada, dentro das residências! Mas o que mais me traz preocupação é a geração da informalidade. Quem vai arcar com o custo da informalidade quando esse trabalhador doméstico precisar da saúde, da licença, da aposentadoria?

Parabéns! Ganham votos a custas da ingenuidade! O dia da prestação das contas chega, alias essa é a única certeza da vida!

http://www.revistaemprego.com.br/materia/o-teatro-de-renan-calheiros

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