Arquivos para posts com tag: RENAN CALHEIROS

teatro1

Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a lei Áurea que aboliu a escravidão no Brasil. “Áurea” quer dizer “de ouro” e a expressão refere-se ao caráter glorioso da lei que pôs fim a essa forma desumana de exploração do trabalho.
Ontém, dia 02/04/2013, o então presidente do Senado, Renan Calheiros em pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão, comparou a Emenda Constitucional dos trabalhadores domésticos (PEC) com a lei Áurea.

Será que estamos novamente diante da política do pão e do circo? E as consequências? A bebedeira é boa e a ressaca?

Posso estar incomodada com a analogia descabida do senador, pois não sei na residência dele como os domésticos são tratados, mas ao que parece o senador quer mesmo é “aparecer” ou “parecer ser”.

O fato é que jogaram sementes da discórdia e a lona já está montada, dentro das residências! Mas o que mais me traz preocupação é a geração da informalidade. Quem vai arcar com o custo da informalidade quando esse trabalhador doméstico precisar da saúde, da licença, da aposentadoria?

Parabéns! Ganham votos a custas da ingenuidade! O dia da prestação das contas chega, alias essa é a única certeza da vida!

http://www.revistaemprego.com.br/materia/o-teatro-de-renan-calheiros

ranao

Alvo de denúncias, Renan voltou à presidência do Senado prometendo “overdose de transparência”

Em seu primeiro discurso após voltar à presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) se comprometeu a inovar em relação à sua gestão anterior: dar publicidade total aos atos da Casa e criar uma Secretaria de Transparência. Essa palavra não tem combinado com Senado. A começar pelo mistério que se faz em torno do registro da frequência dos senadores da República. Diferentemente do que ocorre há anos na Câmara, o Senado ainda não permite ao eleitor pesquisar, em sua página na internet, o índice de comparecimento de seus representantes na Casa. Para chegar a esses dados, é preciso checar pelo menos dois tipos de documentos publicados no portal do Senado e cruzar suas informações para identificar o número de faltas que um parlamentar teve ao longo do ano. Foi assim que a Revista Congresso em Foco obteve a lista dos senadores mais faltosos e mais assíduos nas sessões deliberativas de 2012. Um caminho tortuoso, mas confirmado pela Secretaria-Geral da Mesa.

No entanto, ao serem procurados pela reportagem, alguns senadores contestaram o número de faltas apresentado pelo levantamento. Para embasar a contestação, utilizaram um documento guardado a sete chaves pelo Senado. É um quadro de comparecimento produzido pela própria Secretaria-Geral e distribuído apenas aos senadores e chefes de gabinete.

Ninguém, à exceção do próprio parlamentar, tem autorização para divulgar esses dados. Por esse documento, os senadores têm sempre menos faltas do que os registros divulgados.

Segundo a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, o quadro de comparecimento é apenas uma ferramenta de trabalho da Casa e não uma informação pública. A secretária reconheceu a existência de incongruências entre aquilo que o Senado divulga, ainda que de maneira pouco clara, e as informações que repassa aos gabinetes. Ela disse que trabalhará para divulgar a assiduidade dos senadores de forma mais prática e acessível.

Lei de Acesso

Segundo a Lei de Acesso à Informação, aprovada pelo Congresso em 2011, um dado só pode ser considerado público se estiver facilmente acessível. Deverá ser possível consultá-lo de maneira objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão.

Para o cientista político David Fleischer, a forma como o Senado publica a assiduidade dos senadores não ajuda o cidadão.

– “Não se divulga esse tipo de informação porque em raros momentos a opinião pública é levada em conta. Nos outros, é melhor não revelar mesmo, porque quando o eleitorado se enche do mal feito, ele reage”, explica.

O Congresso em Foco entrou em contato com assessoria de imprensa do Senado para saber por que essas informações não são publicadas de forma consolidada. Sequer houve resposta.

correio de notícias

medo

O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB), resolveu se blindar. O peemedebista não vai esperar o alvo Marco Feliciano (PSC) se esgotar, antes já tratou de adquirir um carro blindado para transitar em Brasília. De acordo com Felipe Patury, colunista da revista Época, revelou que por meio de um pregão eletrônico, Calheiros vai alugar três Azera zero quilômetro, um deles à prova de balas.

Venceu a gaúcha Rural Rental Service, que receberá R$ 229 mil pelo serviço. O contrato prevê a substituição dos automóveis a cada dois anos. Isso sugere que ele será prorrogado. Em 2011, o Senado trocou os veículos de todos os parlamentares. Procurada, a Casa informou que o aluguel do veículo blindado e de outros dois sem a mesma proteção “visa complementar a frota para atender o representante máximo do Poder Legislativo”

BNEWS

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O mundialmente famoso bruxo Chik Jeitoso de Curitiba, levantou polêmica mais uma vez. No sábado que antecede a páscoa, o bruxo resolveu “malhar” os que ele considera judas da política brasileira. Um boneco do presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL) e outro do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) foi montado pelo macumbeiro e após o ritual sagrado, foram queimados.

Chik Jeitoso aproveitou também para fazer o mesmo com Wilson Picler (PDT-PR) e Ricardo Mac Donald, um dos grandões na Prefeitura de Curitiba.

Diário do Estado

COLORIDO2

Durante 10 anos, Fernando Collor de Mello não pode se candidatar a cargos políticos no Brasil. Entretanto, apesar do impeachment sofrido, da corrupção comprovada e do envolvimento no caso da morte de P.C. Farias, Collor foi candidato ao governo de Alagoas em 2002. Naquela ocasião, o político foi derrotado. Todavia, nas eleições de 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado. O que é ainda pior, pois uma vez eleito senador, Fernando Collor de Mello garantiu o direito de circular livremente pelo Senado e pelo Congresso até o final de sua vida. Como resultado, ajudou com seu voto a eleger o também corrupto e ficha Suja RENAN CALHEIROS à Presidência do Senado em 01/02/2013.

Pois bem, vejam agora as mensagens deixadas pelos cidadãos indignados com o apoio dado a Renan Calheiros e que foram direcionadas ao Senador Fernando Collor na página de seu partido PTB no Facebook:

https://www.facebook.com/pages/PTB-Partido-Trabalhista-Brasileiro/191941017501355

Fizemos alguns prints das muitas mensagens lá deixadas, caso venham a ser apagadas:

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luta

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que vai analisar o investimento de R$ 300 mil do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), numa empresa imobiliária que funcionou por aproximadamente um ano. Reportagem publicada ontem pelo Estado mostrou que a Tarumã Empreendimentos Imobiliários Ltda. foi aberta após as eleições de 2010 em uma sala no Lago Sul em Brasília e fechada meses depois, após um aporte em dinheiro vivo.

Gurgel disse que vai examinar o caso para decidir que providências tomará. Cabe ao procurador-geral pedir a abertura de inquéritos e processos criminais contra autoridades. No caso da Tarumã, documentos da Junta Comercial do Distrito Federal mostram que a empresa tinha como sócios Renan e seus filhos Rodrigo e Rodolfo Calheiros. Renan investiu R$ 9 mil e os filhos, R$ 500 cada um.

Meses depois, o senador deixou oficialmente a empresa e foi substituído pela mulher, Maria Verônica. Houve um aporte de R$ 290 mil ao negócio. Procurado pela reportagem, Renan não quis dar informações sobre o empreendimento. Disse que as operações envolvem atividades privadas.

Em nota divulgada no início da noite de ontem, Renan informou que “todos os aspectos fiscais e empresarias dos contribuintes Renan, sua esposa e seus filhos, estão devidamente registrados perante os órgãos oficiais de controle”. O senador disse ainda que a abertura de inquérito pela Procuradoria-Geral foi um pedido seu e que ele é o maior interessado no desenlace da questão. O senador manteve a posição de não explicar as operações da Tarumã.

Falsidade ideológica. Recentemente, Gurgel denunciou Renan ao Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento com os crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato. Segundo o procurador, antes de o STF decidir se aceitará ou não a denúncia, Renan será intimado para apresentar uma resposta. Se a denúncia for aceita, será aberto um processo criminal e o senador passará da condição de investigado para a de réu.

A apuração foi aberta após o surgimento de suspeitas de que Renan tinha despesas pessoais pagas por um empresário. Para justificar o dinheiro, ele teria apresentado documentos falsos, segundo o procurador.

Estadão

DILMA APOIA COLLOR E RENAN

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A presidente Dilma Rousseff elogiou, nesta quarta-feira, 13, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), chamando-o de “parceiro” em entrevista a rádios da Organização Arnon de Mello, de Alagoas, controlada pelo ex-presidente da República. Também não deixou de elogiar o atual presidente do senado Renan Calheiros (PMDB). Ambos dispensam apresentações. E como sempre a opinião pública vale o que para esses políticos? NADA! Nas próximas eleições, vote consciente!

O POVO

renan calheiros investe em empresa relâmpago

Presidente do Senado e seus familiares investiram em imobiliária que durou cerca de um ano; peemedebista não comenta.

BRASÍLIA – Renan Calheiros (PMDB-AL) e sua família injetaram R$ 300 mil em dinheiro vivo em uma empresa imobiliária que funcionou por cerca de um ano. O parlamentar, eleito presidente do Senado em fevereiro prometendo total transparência em sua gestão, não quis comentar a operação.

Batizada de Tarumã Empreendimentos Imobiliários Ltda., a empresa foi aberta depois das eleições de 2010 em uma sala no Lago Sul de Brasília. Ela reuniu o parlamentar peemedebista e dois filhos na sociedade. O objetivo declarado era “administrar a compra e venda de imóveis próprios ou de terceiros”.

Segundo documentos da Junta Comercial do Distrito Federal, Renan colocou inicialmente no negócio R$ 9 mil. Seus filhos Rodrigo e Rodolfo Calheiros entraram com R$ 500 cada. O contrato social da empresa foi assinado em 8 de dezembro de 2010. Porém, o registro da junta é de 22 de fevereiro de 2011.

Cinco meses depois, em 21 de julho, Renan deixou oficialmente a sociedade e cedeu lugar à mulher, Maria Verônica, que se associou ao empreendimento depois de aportar R$ 290 mil “em moeda corrente nacional” no negócio.

Desde 9 de janeiro de 2012, a empresa consta como extinta na base da Receita Federal, antes de completar oficialmente um ano.

Atividade privada. Renan manteve silêncio sobre o assunto. Disse que as operações da Tarumã são “pessoais e uma atividade privada”. Legalmente, ele não tem obrigação de dar explicações sobre a abertura e a extinção da empresa. A operação teve de ser declarada à Receita Federal. Ela não deverá aparecer, porém, em sua declaração à Justiça Eleitoral, que é pública. Como o negócio foi realizado após a eleição de 2010 e antes da eleição do ano que vem – quando deverá se candidatar ao governo de Alagoas -, ele não precisará constar de sua declaração de bens obrigatória de bens.

“Se o ovo da serpente é o sigilo, então vamos aplicar uma overdose de transparência e controle social”, disse ele na posse do comando do Senado, num dos quatro discursos em que prometeu “transparência”.

Casada com o senador, a artista plástica Verônica compartilha com Renan os mesmos bens e propriedades. Em 2010, o hoje presidente do Senado declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 2,1 milhões, com um apartamento em Maceió, uma casa em Barra de São Miguel, um carro, cotas da Agropecuária Alagoas e pouco mais de R$ 3 mil em espécie depositado em bancos. A remuneração de Renan, como parlamentar, segundo dados do Portal da Transparência, é hoje de R$ 26,5 mil.

Incompatível. Na crise em 2007, relatório do Conselho de Ética, com base nas declarações de Imposto de Renda e laudos da Polícia Federal, atestava a incompatibilidade da evolução patrimonial do senador e indícios de patrimônio descoberto. Esses laudos subsidiaram a denúncia do Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal, feita às vésperas de sua eleição para comandar o Senador.

Renan foi denunciado por peculato – desvio de dinheiro público, 2 a 12 anos de cadeia -, falsidade ideológica – 1 a 5 anos – e uso de documento falso – 2 a 6 anos.

Gurgel afirma que Renan apresentou ao Congresso notas frias e documentos falsificados para justificar a origem dos recursos que o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, entregava, em dinheiro vivo, à jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha do senador, como pagamento de pensão. A denúncia está sendo analisada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que não tem prazo para se manifestar. Renan nega que tenha cometido os crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República.

‘Homem da mala’. As operações financeiras e contábeis da Tarumã desde a injeção de dinheiro em espécie e sua imediata extinção leva a assinatura de Bruno Mendes, assessor comissionado de Renan desde 2003 e que se notabilizou em 2007 por ter sido o “homem da mala” que fazia o leva e traz de dinheiro de empreiteiras que bancavam, a pedido de Renan, despesas de Mônica Veloso. Bruno Mendes também não quis se pronunciar sobre a empreitada da Tarumã.

Quatro especialistas em lavagem de dinheiro ouvidos pelo Estado – eles pediram para não ter o nome publicado por se tratar de um caso ainda sem investigação formal – consideraram a operação “suspeita”.

Estadão

dilma presidenta

A presidente discursou durante pouco mais de 26 minutos sob o som de apitos.

A presidente da República, Dilma Rousseff, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), foram alvo de protestos durante cerimônia hoje em Água Branca, no sertão de Alagoas, a 296 km de Maceió.

Dilma visitou o município para inaugurar um trecho do Canal do Sertão, obra que se arrasta desde 1992. A presidente discursou durante pouco mais de 26 minutos sob o som de apitos.

Manifestantes, que disseram não pertencer a nenhum grupo político, carregavam faixas e cartazes com dizeres como “Dilma, traidora. De oprimida a opressora”, “Dilma, seja bem vinda à terra do coronel”, “Honestamente, nunca se mentiu tanto”.

Os manifestantes também gritavam “Alagoas, pior Estado do Brasil” e “Alagoas, Estado de ladrão”. ”A gente protesta contra essa mentira porque a gente sabe que esse canal vai servir para a agroindústria”, disse o professor José Londe, um dos manifestantes.

Ele fez críticas diretas a Dilma e Calheiros. “Renan Calheiros, que representa Alagoas no Senado é um verdadeiro sanguessuga. Dilma deixou a luta, abraçou o capital internacional e o capital nacional. A Dilma é uma vergonha para o Brasil”, disse o professor, que era apoiado por outros cerca de 15 manifestantes.

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), também foi vaiado e pelo menos um dos cartazes era contra ele. “Téo, se o papa conseguiu, você também consegue. Renuncie!!!”.

Protestos também foram realizados antes da chegada da presidente. Duas rodovias foram bloqueadas pela população que pedia a pavimentação de um trecho de BR-316. Em seu discurso, a presidente prometeu pavimentar o trecho da estrada.

Agricultores também protestaram. Eles colocaram cabeças de gado na estrada, na entrada da cidade, e distribuíram um manifesto pedindo o perdão das dívidas que têm com o Banco do Nordeste.

Chico Terra.

fora Renan - nova zelândia

FORA RENAN FLORIANÓPOLIS

Movimento, organizado pelas redes sociais, pede a saída do presidente do Senado

A manifestação contra a presença de Renan Calheiros na presidência do Senado brasileiro, que teve início por volta das 11h15min deste domingo no trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis, reuniu diferentes gerações em torno de uma mesma causa.

Organizada através de redes sociais, a manifestação que contava com a confirmação digital de mais de duas mil e quinhentas pessoas reuniu cerca de 100, a maioria jovens. O protesto em Florianópolis acompanha outros que acontecem neste domingo em diferentes cidades do país, e até mesmo fora do Brasil.

Além de Florianópolis, estavam previstos, também para a manhã deste domingo, protestos em Chapecó e Jaraguá do Sul. Em Balneário Camboriú, o evento começa às 19h, na Praça Tamandaré, no Centro.

Na Beira-Mar Norte em Florianópolis, os manifestantes carregavam bandeiras do Brasil e cartazes de repúdio à corrupção e ao senador, e alternavam gritos de “Fora Renan” e “Ficha Limpa” com trechos do Hino Nacional.

A caminhada durou pouco mais de meia hora e terminou próximo ao bar Koxixos. Os participantes faziam muito barulho, com apitos e buzinas, e convidavam quem passava pelo calçadão a se juntar ao grupo. Alguns carros buzinavam em sinal de apoio.

Everaldo Silveira, de 39 anos, professor da UDESC que organizou o evento em Florianópolis através do Facebook, tirava fotos e incitava os participantes a continuar gritando. Ao final da caminhada, agradeceu a todos pela animação durante o trajeto.

— Aqui não tem partido político. Somos populares, anônimos, lutando pelo nosso país — disse Everaldo.

Ele ainda deu a chance para quem quisesse se pronunciar, antes de encerrarem a manifestação cantando o hino nacional.

Manifestantes criticam falta de atuação política da população

Apesar de o foco da manifestação ter sido o senador Renan Calheiros, eleito presidente do Senado após ser denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de peculato – quando se usa o cargo para desvio de dinheiro público – falsidade ideológica e utilização de documentos falsos, muitos dos participantes manifestavam repúdio contra a corrupção em geral.

A psicóloga Vera Lúcia Ehlers, de 74 anos, e duas amigas, seguiam o grupo manifestante sem bandeiras ou cartazes, mas com opinião. Vera Lúcia, que chegou a participar da UNE (União Nacional dos Estudantes) em sua juventude, quando morava no Rio de Janeiro, acredita que ignorar as acusações ao senador Renan Calheiros é “um soco no peito” da população.

— Isso daqui é o começo. É com manifestações pacíficas como essa que vamos aos poucos mudando as coisas — opinou a psicóloga.

As senhoras garantem ter repassado a motivação política aos filhos, que moram em outras cidades e prometeram participar das manifestações marcadas para este domingo.

Os jovens estudantes Eduardo Gruber, de 17 anos, e Cassiano Zanon, de 18, caminhavam usando máscaras de Guy Fawkes, popularizadas pela história em quadrinhos e pelo filme “V de Vingança”, e hoje símbolo do grupo “Anonymous”, e segurando um cartaz com a frase “Medalha pro Renan, delegados? Fora Renan”.

Os dois ficaram sabendo da manifestação através da página do grupo “Anonymous Floripa” no Facebook. Eduardo, que mora em São José, pegou dois ônibus para chegar ao trapiche da Beira-Mar.

Os rapazes compartilham a opinião de a população é muito acomodada quando o assunto é política, e acreditam que podem ajudar a mudar essa realidade espalhando para as pessoas o que acontece.

Cassiano ainda não tem título de eleitor, mas acha que pesquisar sobre os candidatos antes de votar é outra ação importante. O adolescente diz que os pais apoiam a participação dele em protestos como este, mas não acompanham o filho na iniciativa.

 CLICRBS

renan calheiros canalha

BRASÍLIA e PORTO ALEGRE – Isolado do barulho dos protestos nas ruas de cidadãos que nesta quarta-feira cravaram 1,48 milhão de assinaturas na internet pedindo seu impeachment, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), relaxa com a mulher, Verônica, desde a semana passada no spa do Kurotel, em Gramado (RS), um dos dez melhores spas médicos do mundo, e que tem em sua clientela mais cativa milionários e políticos brasileiros. Por R$ 22,2 mil, o casal Renan comprou o pacote antiestresse e ficou hospedado até hoje numa das quatro suítes mais caras, localizada num andar exclusivo com elevador privativo, espaço com business center, DVD, sala de massagem, serviço de abrir mala, lençol de algodão egípcio, cobertor de pluma de ganso e menu de travesseiros.

fonte: O GLOBO

 

boneco teimoso

Boneco teimoso, uma hora cai.

Assine a petição:

http://www.avaaz.org/po/petition/Impeachment_do_Presidente_do_Senado_Renan_Calheiros/?fpolXdb&pv=20

CALHORDA RENAN CALHEIROSEle não pesa 100 quilos, mas foi coroado Rei Momo ao receber de mascarados as chaves do Senado, a Câmara alta do país. O peemedebista Renan Calheiros, eleito com votos secretos dos camaradas, presidirá sua primeira farra: 14 dias de folia. A festa prolongada foi decretada depois de um mês e meio de recesso e apenas dois dias de “trabalho”. Isso não existe em nenhum país com um Congresso que se preze. Mas quem exatamente se orgulha do atual Congresso brasileiro?

É prudente rasgar a fantasia de representantes do povo se saírem em algum bloco. O blocão dos envergonhados e sem-vergonhas só escapa de ovos e tomates porque está encastelado em Brasília e goza férias em ilhas da fantasia. Segundo uma enquete do jornalFolha de S. Paulo, 56 senadores votaram em Renan, mas só 35 admitiram que sim. Ausente e alheio, o senador tucano Aécio Neves foi visto em cima de um muro, com cara de paisagem. Os tucanos fazem parte de uma espécie em extinção no Brasil: a oposição.

Enquanto os passistas assalariados precisam voltar ao batente na Quarta-feira de Cinzas à tarde ou na quinta-feira de manhã, a corte momesca de Renan e de sua rainha – o deputado Henrique Alves, presidente da Câmara – poderá prorrogar o Carnaval sem culpa ou temor. Renan determinou que não haja votação quinta e sexta. Uma pequena manobra para pagar na íntegra os contracheques de R$ 26.700 aos travestidos de senadores. Está na hora de gastar o 14o e 15o salários a que têm direito, pelo regimento interno.

“Quando voltarmos do Carnaval (dia 19, terça-feira), vamos ter quórum para votar”, disse Renan, o ético. Nada foi votado na semana passada. Compreensível. A prioridade é coisa pouca – o Orçamento de 2013, que deveria ter sido aprovado no ano passado. Você lembra por que não foi. O Congresso, em greve branca, produziu uma pantomima antes do Natal para resistir às cassações de parlamentares pelo Supremo Tribunal Federal.

Renan Calheiros preside
o Senado por culpa do rabo
preso dos senadores e da falta
de cultura política

Agora, o Orçamento não foi votado por um motivo, segundo Renan: “O óbice foi que a oposição não queria votar”. Óbice? Nosso idioma é muito rico, mas “óbice”? Olhei no dicionário. Sinônimos: atravanco, embaraço, empecilho, estorvo, impedimento, obstáculo. Não aguento Renan falando “óbice”. Soava mais convincente quando cantava para a amante Mônica Veloso “o que faço da minha vida sem você”.

Mônica o descreve, em seu livro O poder que seduz, de 2007, como “o docinho meigo e meio gordinho” que queria pular Carnaval de rua com ela na Bahia. O óbice era o casamento. Renan foi gravado em fitas por Mônica, já grávida, e tachado de “bobo” pela mulher, Verônica. Em epoca.com.br, há uma resenha minha, chamada “Um livro escrito nas coxas. Mas que coxas”. Num trecho do relato, Mônica escreve que “a vida caminha mesmo em círculos”. Hoje, o clichê parece profecia.

Nem a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Renan nem a petição pública com mais de 400 mil assinaturas comoveram políticos. No país da Ficha Limpa e do julgamento do mensalão, soa retrocesso. Sua foto rindo com Collor não me incomodou nem surpreendeu. O mesmo estofo, o mesmo cinismo, conterrâneos da safadeza… por que não dariam gargalhadas? Algum talento cara de pau Renan deve ter herdado, como marimbondo-mor de José Sarney. O padrinho agora pretende escrever sua autobiografia, escondendo, claro, a miséria a que ele e sua filha condenaram o Maranhão.

Surpreendente e positiva foi a reação organizada de centenas de milhares de brasileiros, que se insurgiram contra a dança viciada das cadeiras no Congresso. E em pleno verão, estação das consciências derretidas pelo calor. Não desanimem. Renan preside o Senado por culpa do corporativismo, do rabo preso dos senadores e da falta de cultura política. Não será assim para sempre. Renovar o Congresso exige tempo, investimento em educação, reforma partidária, voto consciente – e, a meu ver, não compulsório.

Quem lê, sabe que não foi concluído o processo contra Renan. Ele é acusado de usar notas falsas e bois-fantasmas para justificar o pagamento de uma pensão para a filha Catarina, da ex-amante. Há documentos provando que mentiu. Os R$ 16.500 eram entregues mensalmente em dinheiro a Mônica pelo lobista da empreiteira Mendes Júnior, beneficiada com uma obra no porto de Maceió. Segundo a denúncia do procurador Roberto Gurgel, Renan também desviou dinheiro do Senado. Em sua posse, Renan falou em nome da ética. Muitos pensaram ser ironia. Leitores se sentiram ridicularizados.

Segundo a mitologia grega, o deus Momo acabou expulso do Olimpo porque se divertia ridicularizando as outras divindades. Na Roma antiga, o Rei Momo era coroado anfitrião de três dias de orgia. Desfrutava todas as regalias durante a festa, como comidas, bebidas e mulheres. A lenda é trágica: no fim, o Rei Momo era sacrificado no altar de Saturno. Por onde anda esse Saturno?

Fonte:
época.globo.com

 

Por Herick Limoni*

R – Rídiculo, rídiculo e mil vezes ridículo.
E – Este cidadão, ao tomar posse novamente como presidente do Senado,
N – nada mais fez do que dar um tapa na cara da sociedade brasileira,
A – aumentando a já enorme desconfiança em relação ao poder legislativo,
N – nunca antes tão desprestigiado.

C – Cabe a nós, eleitores conscientes,
A – através do voto, principal instrumento de nações democráticas,
L – lutar para que haja mudanças.
H – Hoje, sinceramente, com o ceticismo que me é habitual, não creio em mudanças.
E – Enxergo um futuro político ainda mais sombrio, caótico na verdade,
I – incapaz de atender aos anseios populares por transparência e justiça.
R – Rezo para que esteja errado, mas duvido!
O – Outros como ele virão, e farão as mesmas coisas, senão piores,
S – sabedores de que, no Brasil, a memória do povo é curta.

* Bacharel e Mestre em Administração de Empresas

FONTE: RECANTO DAS LETRAS

DENÚNCIA CONTRA RENAN CALHEIROSNa denúncia que protocolou no STF há uma semana, o procurador-geral da República Roberto Gurgel acusa Renan Calheiros da prárica de três crimes: peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Se condenado, o senador pode pegar até 23 anos de cadeia. Sem mencionar a multa, a perda do mandato e o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

Deve-se ao repórter Diego Escosteguy a revelação do teor do documento redigido pelo procurador-geral. O material impressiona pela contundência. Escorada em achados da Polícia Federal, a peça de Gurgel não deixa dúvidas: ao devolver a Renan Calheiros a poltrona à qual ele renunciara em 2007, o Senado guinda à presidência um candidato a réu. Abaixo, os detalhes da encrenca:

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Uma explicação simples e facilmente compreensível sobre o “Caso Renan Calheiros”.

CASO

RENAN É SÓ UM PEÃO PEGUEM O CHEFÃO

maueleitor

“O Analfabeto Político”

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

(Bertolt Brecht)

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Deputados se despediram do carnaval brasiliense ao som de “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí”

BRASIL – Em virtude dos festejos momescos em todo o país, Henrique Alves e Renan Calheiros anunciaram a interrupção do Carnaval em Brasília até dia 19. “Serão duas semanas de recesso para que opessoalpendure a fantasia e se recomponha da farra”, disse Calheiros.

Animado, José Sarney lembrou que os festejos em Brasília são os mais longos do mundo. “A folia só é interrompida nos recessos de final de ano, começo de ano e meio de ano, além dos feriados prolongados. E,claro, às segundas e sextas-feiras, porque ninguém é de ferro”, esclareceu, coafiando o bigode.

Pesquisa recente mostrou que o bloco de parlamentares do PMDB com cabelo acaju já superou o Galo da Madrugada e o Cordão da Bola Preta em número de foliões e é hoje o maior do país.

por Piauí Herald cedido ao Humor Político

renan-calheiros-senado

#FORARENAN

Quer o Presidente do Senado sendo investigado e julgado pelos crimes da qual é acusado de ter cometido? Faça sua parte! Assine a petição a favor do impeachment de Renan Calheiros. Vá a marchas, cole cartazes, pixe, crie vídeos, fale, xingue mas manifeste-se contra! Precisamos de no mínimo 1.360.000 assinaturas (1% do eleitorado nacional) para que a petição possa ser aceita e o povo possa ser escutado! Manifeste-se!

Votou em Renan? Ele te representa? Por que a mim não! Renan Calheiros é acusado de crimes de tráfico de influência, crime ambiental, nepotismo, uso de notas frias e improbidade. Estes são os que a Justiça tem conhecimento. Pode haver muitos outros.

Como pode um Político sobre suspeitas de vários crimes assumir a Presidência do Senado? A nomeação de Renan ao cargo mostrou-se ser um enorme retrocesso da ética política brasileira. Quem foram os Senadores que votaram em Renan Calheiros?

Aqui vai os nomes:

Senadores que votaram em Renan

Anote estes nomes e não vote mais neles! Quer saber detalhes dos crimes de Renan Calheiros, sobre os Senadores que votaram nele e o que fazer? Assista ao vídeo abaixo

 

fonte: BLOG VERDADE EXPLÍCITA

politica-camara-senado-renan-calheiros-20130204-01-size-598-300x168Ontem meu amigo Renato Dias me enviou um e-mail. Era uma petição do Avaaz, que o ele fez circular entre todos os colaboradores da Odiseo.  A reivindicação?  O Impeachment do atual presidente do senado brasileiro, Renan Calheiros. Petições do tipo têm circulado na web já há algum tempo, desde quo7 surgiram notícias sobre a provável renomeação de Renan como presidente.   A diferença é que as anteriores pretendiam impedir o senador de assumir o cargo, enquanto a atual pede sua retirada do mesmo.  Antes de prosseguirmos, entretanto, é preciso esclarecer os leitores sobre o personagem em questão:

Figura presente na política nacional desde 1978, quando se elegeu deputado estadual pelo estado de Alagoas  (terra natal de Fernando Collor, de quem foi  assessor), Renan obteve seu primeiro mandato como senador em 1994, pelo PMDB.  Nesse período,  foi indicado por Jader Barbalho para o ministério da justiça de Fernando Henrique Cardoso. Como ministro, viveu um momento conturbado, devido às questões da reforma agrária, muito presentes na época.  Em 1999, deixa o cargo e reassume sua cadeira no senado. Três anos depois,  já na era Lula, consegue seu segundo mandato como senador (sendo eleito presidente da casa em 2005),  e é aí  que surge a principal razão das manifestações populares contra Renan:  o chamadoRenangate (em alusão ao Watergate de Nixon), escândalo envolvendo o senador, sua amante, a jornalista Mônica Veloso, e a construtora Mendes Júnior.  Renan era acusado de receber ajuda financeira de lobistas ligados a construtoras, que teriam pagado suas despesas pessoais, como o aluguel de um apartamento e a pensão alimentícia de uma filha do senador com a jornalista. Embora tenham feitas seis representações do conselho de ética do senado contra Calheiros, este foi absolvido das acusações por duas vezes.  Os vereditos, no entanto, não convenceram o povo brasileiro, que seguiu revoltado com a improbidade de seu representante.

O escândalo veio à tona em maio 2007 e resultou na renúncia de Calheiros ao cargo de presidente. Curiosamente, Renan foi reeleito senador no final daquele mesmo ano, e continuou a cumprir seu mandato normalmente.

Talvez, se vivêssemos nos tempos do Watergate, não estaríamos agora falando sobre o assunto. Afinal, em tempos idos, a participação política da população era muito diferente.  Em 1974, época do escândalo de Nixon, certamente havia bastante participação popular na política. Contudo, devido à própria natureza unilateral dos meios de comunicação da época, essa participação era bastante limitada, por razões geográficas e de informação em si. Veríamos passeatas, atos de protesto…mas é muito improvável que alguém fizesse como fez o Avaaz, e colocasse em circulação uma petição nacional para pedir o impedimento de um político. Conseguir que essa petição atingisse a esfera da grande mídia seria ainda mais inverossímil  E ainda que isso tudo acontecesse, devemos convir que o objetivo da petição seria praticamente inalcançável: imagine coletar mais de um milhão e trezentas mil assinaturas necessárias para levar a petição ao congresso, sem a ajuda da moderna tecnologia da informação?

Hoje, como se pode notar, as coisas são bem diferentes. O alcance das novas mídias é imenso, e o caso Renan Calheiros não se resume a uma petição, por mais ambiciosa – e efetiva, posto que já conta com meio milhão de assinaturas – que esta seja. O assunto é um tópico dos mais comentados, tanto no Twitter quanto no Facebook. E quem o comenta não são apenas pessoas engajadas politicamente. Os cidadãos comuns, usuários de redes sócias, tem se manifestado de forma contundente e em massa, contra a reeleição de Calheiros como presidente do senado. Basta navegar brevemente pelas principais redes sociais para entrar em contato com uma avalanche de imagens, notas, posts e comentários indignados com a situação.

Se formos além, e nos dermos ao trabalho de pesquisar as palavras “Renan” e “Calheiros” na busca do Facebook, seremos brindados, como eu fui, com diversos resultados, quase todos negativos, acerca do senador: páginas como “Fora Renan Calheiros”, “Renan Calheiros Bandido” e “Impeachment Renan Calheiros” São alguns dos resultados mais “gentis”. Muitos dos demais não poderiam nem ser citados sem ofender os de moral mais sensível. Até meme do senador já circula por aí, como é o caso do “Renan Calheiros Sincero”.  A página “oficial” de Calheiros, no entanto, segue incólume com seus 383 fãs, e diz pouco sobre as acusações.

No Twitter, a coisa assume um viés não menos revoltado, mas mais informativo. O que mais  circula por lá são links para notícias, artigos e resenhas sobre a questão (escritos pelos mais variados autores, desde analistas políticos até donas de casa).  A #forarenancalheiros é das mais populares, e quase sempre vem acompanhada de um link para a mesma petição do Avaaz que citamos acima. O perfil do senador, @SenadorRenan, não segue ninguém e não diz nada, apenas sem mantém como um fantasma para seus 158 seguidores.

Talvez o leitor pense, a partir do que foi narrado acima, que o povo brasileiro está mais politizado, e que o sucesso das reivindicações está próximo. Talvez muitos estejam até inclinados a pensar que vivemos em uma era de luzes em termos de politização do povo. Não é bem assim, infelizmente. Embora seja inegável que o brasileiro está mais consciente e politizado, e que isso em grande parte se deve ao potencial das novas mídias, ainda estamos muito aquém do que se espera, se realmente queremos viver em um país mais justo e ético. Uma prova disso é que a #forarenancalheiros sequer aparece entre as 10 mais populares (a mais popular? #LuanSantanaNoEncontroComFatimaBernardes) no Twitter.  A página mais popular sobre o assunto no Facebook conta com apenas  572 fãs , enquanto o meme “Gina Indelicada” agrega 2,5 milhões. São 1,2 milhões que o necessário pra se enviar a petição do Avaaz ao congresso. Sobre a petição , se você acha (como eu achava) meio milhão uma cifra impressionante, pense duas vezes: as últimas votações do reality show Big Brother Brasilobtiveram cerca de 30 milhões de participantes, de acordo com o apresentador do programa, Pedro Bial.

Longe de mim condenar os fãs da Gina, o pessoal que gosta do Luan Santana ou os espectadores do Big Brother.  O entretenimento é importante, é parte integrante de uma vida rica e saudável.  Mas a disparidade dos números me faz pensar que temos uma ferramenta muito poderosa, e que ela talvez esteja sendo subutilizada. Dá pra fazer muito mais com o que temos em mãos, e ainda que o povo esteja cada vez mais convencido de sua força, ela não está nem de longe sendo usada plenamente.

A solução pra isso? Bem, nós somos a solução.  Cada compartilhamento feito, cada notícia que replicamos, cada amigo para o qual recomendamos uma leitura, cada contato de nossa lista de e-mail que recebe uma petição é um potencial disseminador dessa corrente em prol da ética, um “evangelizador” político, que tem a oportunidade de trazer mais colaboradores para as causas que defendemos. E cada um dos colaboradores que agregamos traz consigo os seus contatos, de modo a formar uma rede cada vez maior, que irá conscientizar cada vez mais pessoas.  Tudo que precisamos pra fazer um Brasil (e um mundo) mais ético é compreender nosso potencial.   E Saber utilizar as ferramentas que o ampliam.

A Viagem de Odiseo

Âncora do principal telejornal do SBT, Rachel Sherazade, fez um comentário que gerou mais uma repercussão nacional!

Dinheiro público custeia defensores do deputado e de seu pai, Renan Calheiros, em ações particulares, nas justiças Comum e Trabalhista

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Deputado Renan Filho PMDB/AL (Leonardo Prado/Agência Câmara)

O deputado federal Renan Filho (PMDB-AL) tem usado recursos da verba indenizatória – ou seja, dinheiro público – para pagar a advogados que atuam para ele próprio e o pai, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), recém-eleito para presidir o Senado, em causas privadas. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, escritórios alagoanos que representam a dupla em demandas particulares, nas justiças Comum e Trabalhista, já receberam ao menos 190.000 reais do gabinete do parlamentar, na Câmara desde fevereiro de 2011. Em janeiro, o site de VEJA revelou que Renan Calheiros usa sua verba de gabinete para alugar a sede do PMDB em Alagoas. O aluguel é pago ao seu próprio suplente – que omitiu ser dono do imóvel à Justiça Eleitoral.

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Na Rede de Escândalos, os rolos de Renan pai e Renan Filho

As verbas indenizatórias são recursos distribuídos aos deputados para custear a atividade parlamentar, como passagens aéreas, telefone, correio e aluguel de escritórios políticos. Os valores variam de 23.000 reais para deputados do DF até 34.200 reais para os de Roraima. Com sede em Maceió, o escritório Omena Barreto Advogados Associados é contemplado, mensalmente, com 10.000 reais da cota do deputado. Nos registros da Receita Federal, a empresa foi fundada em maio de 2011, mesmo mês em que se iniciaram os repasses do gabinete. De lá para cá, o valor já pago pela Câmara aos advogados soma 170.000 reais.

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O senador Renan Calheiros: advogados pagos pelo filho deputado

Um dos sócios, Rousseau Omena Domingos não atua oficialmente para Renan Filho em nenhuma ação judicial relacionada ao mandato ou à atividade parlamentar. Na prática, tem procuração para atuar só em um processo, em curso no Tribunal de Justiça (TJ-AL), no qual Renan Filho pleiteia indenização por danos morais e materiais ao Consórcio Nacional Volkswagen.

Na ação, ajuizada em 2010 e que permanece ativa, o deputado sustenta que adquiriu um carro da empresa e, mesmo após quitá-lo, não conseguiu retirar as restrições necessárias para revendê-lo. A Justiça de 1.ª instância em Murici (AL), terra natal e reduto eleitoral dos Calheiros, deu ganho de causa ao parlamentar.

Sem fronteiras – Na justificativa apresentada à Câmara, Renan Filho alega que o escritório de Omena presta, de Maceió, serviços de consultoria e assessoria parlamentar na elaboração de projetos e relatórios que apresenta no Congresso. “O mundo hoje não tem distância. Ele atua em Alagoas. Eu estou sempre lá e ele vem a Brasília”, comenta.

Omena afirma que os honorários da ação foram acertados à parte com o deputado e não têm relação com os repasses da Câmara. Questionado sobre o valor combinado, não soube informar ontem. “O contrato não foi assinado pelo meu escritório, mas por um amigo e a gente fez uma parceria nessa ação”, explicou.

Graças aos Calheiros, o escritório também amealhou, sem licitação, contrato com a Prefeitura de Murici, governada pelo tio de Renan Filho e irmão do senador Renan Calheiros, Remi Calheiros (PMDB), que sucedeu a Renan Filho no cargo em 2010. O extrato do contrato, assinado pelo prefeito em 2011, prevê a prestação de serviços para o levantamento e recuperação de créditos tributários. Conforme o advogado, a concorrência não se aplicaria para serviços desse tipo: “Escritório de advocacia é com inexigibilidade. A técnica do advogado, nem todos têm”.

O escritório de José Marcelo Araújo, de Maceió, recebeu outros R$ 20 mil do gabinete, no início de 2011. No Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 19.ª Região, ele defendera, até o ano anterior, a Agropecuária Alagoas e seus sócios, entre eles o senador. Na ação, uma trabalhadora rural pleiteava vínculo empregatício por serviços prestados na fazenda dos Calheiros.

A Justiça deu ganho de causa à agropecuária. Questionado, o deputado disse não ter de dar explicações sobre a atuação do advogado nesse caso. “Ele trabalhou para outra pessoa”, disse, referindo-se ao pai. “Imagine se, quando você contrata (o advogado), tem de checar se prestou serviços para alguém.”

‘Subsídios’ – Renan Filho diz que os dois escritórios não recebem da Câmara para atuar em causas privadas. Segundo ele, os advogados trabalham exclusivamente na consultoria e assessoria parlamentar. “Eles prestam serviços de qualidade, por isso foram contratados.” O deputado explica que o pagamento de honorários à banca de Rousseau Omena Domingos, que o representa no TJ-AL, será feito só se a ação for ganha em caráter definitivo. Por isso, não se justificaria o repasse pela Câmara agora. “É a única ação na qual ele atua para mim e não houve pagamento.”

Segundo Renan Filho, o trabalho dos dois advogados subsidiou a apresentação de projetos e relatórios, publicados no site da Casa. Esses documentos, além das notas fiscais obrigatoriamente apresentadas, seriam a comprovação dos serviços.

Rousseau Omena diz que a ação no TJ-AL não tem relação com o contrato firmado com o gabinete. “É à parte. Não recebi (os honorários) e estou trabalhando para receber. Presto serviços de técnico parlamentar.” O advogado José Marcelo confirmou ter atuado para Renan Calheiros na ação trabalhista. A ligação, via celular, foi interrompida e ele não respondeu a contatos posteriores.

fonte: VEJA

 

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Jovens protestam contra Renan Calheiros enquanto ele passa em revista uma guarda de honra, na solenidade de posse como novo presidente do Senado (e, consequentemente, do Congresso Nacional): Noblat o aconselha a não viajar de avião de carreira, não frequentar shoppings, e nem disfarçado caminhar às margens do Lago Paranoá, em Brasília, sob o permanente risco de ser ofendido (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

 

Artigo do jornalista Ricardo Noblat publicado hoje no jornal O Globo e também em seu prestigiado blog:

Conselhos que dou de graça ao recém-eleito presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Nada de voar em avião de carreira – a não ser para o exterior. E sob a condição de ser o último passageiro a embarcar na primeira classe, discretamente. Assim evitará o risco de ser ofendido pelos demais passageiros da econômica.

Pelo mesmo motivo, nada de frequentar shoppings. Em Maceió, talvez seja possível.

Cuidado redobrado quando estiver em Brasília. Aqui todo mundo conhece todo mundo. Nem mesmo disfarçado dá para bater perna à beira do Lago Paranoá.

Matricular-se em academias? Nem pensar. Lembre-se: Brasília sediou as maiores manifestações pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor em 1992. E do ano passado para cá, passeatas e comícios contra a corrupção.

De uma vez por todas, jamais esqueça: sua eleição foi uma bofetada forte na cara dos brasileiros. Daquelas que estalam.

A maioria deles pode nem ter sentido – mas foi. E a minoria que sentiu não deve ser subestimada. Ela é conhecida pelo nome de opinião pública. Quando desperta, é um alvoroço. A imprensa está sempre atenta a seus humores e costuma refletir o que ela pensa.

Não fale tanto em “transparência” como fez no seu discurso de posse.

“Vou administrar com transparência”. Ou então “vou criar a Secretaria da Transparência”.

Parece deboche. Galhofa. Zombaria.

Quem o senhor pensa que é para falar em “transparência”? Depois de ter feito o que fez no passado recente, que idiota acreditará em uma promessa dessa natureza?

Em maio de 2007, a imprensa descobriu que o lobista de uma empreiteira pagava a pensão e o aluguel do apartamento onde morava a jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha sua fora do casamento. O senhor alegou que tinha gado o bastante para justificar suas despesas. Apresentou farta documentação para comprovar o que dizia. Jurou por todos os santos ser inocente.

Mesmo assim o Conselho de Ética do Senado recomendou a cassação do seu mandato. E no dia 12 de setembro, o senhor escapou por pouco de ser cassado.

Dos 81 senadores, 40 votaram a seu favor, é verdade, mas 35 votaram contra e seis se abstiveram. Se os seis, todos eles do PT, tivessem acompanhado os 35, o senhor perderia o mandato e os direitos políticos por dez anos.

Oriente seus parceiros para não insistirem com a tese de que sua inocência foi reconhecida duas vezes pelo Senado – em setembro e depois em dezembro daquele ano quando novamente o senhor foi julgado.

O segundo julgamento não passou de um embuste. Absolveram-no por larga margem de voto. Em troca, o senhor renunciou ao resto do mandato de presidente do Senado.

Por que uma pessoa duas vezes inocentada renuncia ao que tanto desejaria conservar? Para ser deixado em paz, possivelmente. Para enterrar de vez o assunto.

Não deu certo.

A Polícia Federal investigou a fundo o rei do gado de Alagoas. E o Procurador-Geral da República acabou lhe denunciando por desvio de dinheiro público, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

“Em síntese, apurou-se que Renan Calheiros não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso (mãe da filha de Renan) no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, e que inseriu e fez inserir em documentos públicos e particulares informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira”, disse Gurgel na denúncia.

Agradeça a Deus Todo Poderoso o fato de a denúncia ter caído no colo do afável ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que não terá pressa alguma em relatá-la.

Mas é recomendável proceder de forma a evitar a eclosão de novos escândalos – afinal, de 2001 para cá, eles derrubaram três presidentes do Senado, inclusive o senhor.

Um vexame!

FONTE: VEJA

Renan presidente do Senado serve ao projeto de poder? As ordens do governo serão obedecidas? Então, Renan neles!

O Senado Federal decidiu. Quer ser aquilo que vem sendo – um poder nanico, reles, de meia pataca. Não creio que exista na história universal algo semelhante ao que passa a constar da biografia de Renan Calheiros: um senador que tendo renunciado à presidência do poder de modo vexatório, por pressão dos colegas, denunciado por conduta indigna, retorna ao posto, cinco anos mais tarde, arrebatando voto e aplauso de setenta por cento de seus pares.

Alguém poderá dizer que não existem mais senadores biônicos, que todos estão lá pelo sufrágio de seus concidadãos. É verdade. O pior é que é verdade. A maioria dos eleitores alagoanos, de fato, não leva muito em consideração as virtudes morais e cívicas de seus escolhidos. Lá, o que mais conta numa campanha eleitoral é a conta a mais que se tenha no banco. Um povo pobre, com o pior índice de desenvolvimento humano, a maior taxa de analfabetismo e o terceiro menor PIB per capita do país tem exigências que não vêm do espírito mas do aparelho digestório. Critique-se, então, as elites alagoanas e não o povo por suas péssimas contribuições ao Congresso Nacional.

No entanto, bem diferente é o que acontece quando o Senado, ou melhor, a ampla maioria dos senadores referenda a escolha dos desvalidos e pouco exigentes alagoenses e reconduz Renan Calheiros à presidência do Congresso. O homem da boiada mais valiosa do Brasil tornou-se o terceiro na sucessão presidencial. E veja bem o leitor: os senadores que o consagraram com seus votos secretos e que destapadamente o aplaudiram têm IDH altíssimo, invejável PIB per capita, são alfabetizados e ocupam a tribuna com frases que parecem provir de espíritos elevados. Há cinco anos, narizes torcidos, se retiravam do plenário quando Renan aparecia para presidir a sessão. Negavam-lhe cumprimento, mudavam de calçada. O homem não entrava em casa de respeito. Agora o aplaudem.

Eu me lembro, eu me lembro. Eu me lembro do PMDB que mobilizou o país nos anos 80 com homens da mais elevada estatura moral. Eu me lembro do PT crescendo sem poder nem obras, como partido político de massas, eleição após eleição, tendo como ferramenta de maior serventia o lança-chamas das suspeitas com que – justa e injustamente – fazia arder a honra de seus adversários. Quanto fingimento! E agora, senhores? Tendes os pés enfiados na lama dos maus negócios, depreciais a democracia que outrora desprezáveis, andais com os piores dentre os piores. Aviltais a política, tendes o parlamento a soldo. Para escândalo da pátria, numa expiação às avessas, jogais no precipício as virtudes que ela civicamente reclama.

Renan presidente do Senado serve ao projeto de poder? As ordens do governo serão obedecidas? Então, Renan neles! Quanto pior, quanto menor, quanto mais nanico, quanto mais comercial for o parlamento, melhor para o Palácio do Planalto. Sabem por quê? Porque aquele poder, em tudo que realmente interessa, é igualmente nanico, reles, de meia pataca. Seria incompatível com um legislativo que se desse o respeito.

PERCIVAL PUGGINA – MÍDIA SEM MÁSCARA

RENAN CALHORDA FDP

O “ético” Renan

Foi uma sessão longa e quase desnecessária. Apesar de tudo o que se dizia ou constatava, a maioria “queria” ou ansiava pela volta dele à presidência. Como está na historia, mesmo sem autor: “O filho do Rei Curiango voltou de longa viagem”. A partir das 10 da manhã, falaram vários senadores, antes dos candidatos.

Eunicio de Oliveira gastou (desperdiçou) 2 minutos elogiando Sarney, outros 2 endeusando Renan. Esqueceu de dizer que nos bastidores estava “contra”, mas ganhou a liderança do governo, reforçou a adesão. Fernando Collor não tratou da eleição, chamou o Procurador-Geral da República de “chantagista e prevaricador”.

Eduardo Suplicy, hilariante como sempre, considerou que devia haver um candidato de consenso, pediu “a presença de São Francisco de Assis, para conseguir isso”.

Randolfe Rodrigues fez o discurso mais importante do dia. Do ponto de vista do texto e do conteúdo. E com o tom vibrante que o momento exigia. De 0 a 10, nota 11.

FONTE: TRIBUNA DA IMPRENSA

A FALA DOS CANDIDATOS

Pedro Taques, chamado pelo senador Valadares de “figura monumental”, não se mostrou tanto. Usou como tema (ou como tese de mestrado), o destino dos vencedores e vencidos. Fez 13 citações de gregos e romanos, relacionando os que venceram e os que perderam. E de forma “monumental”, terminou dizendo: “Tiradentes foi um perdedor”. Numa disputa apenas carreirística, o nosso maior herói (nacional e ele sim, monumental) foi novamente trucidado, embora inatingivel.

A VINGANÇA DA ÉTICA

Como deixei bem claro, Calheiros citou palavras que não poderia nem deveria citar, como esta que coloquei aí em cima. Mas resolveu se dirigir diretamente ao senador Capiberibe, vergonhosamente cassado por ele na primeira presidência. Foi um espetáculo lamentável na época.

Além de cassar Capiberibe, cassou-lhe a palavra, precisava que o suplente do Amapá, amicíssimo e eleitor de Sarney, assumisse. Que foi o que aconteceu. Agora, na semana passada, fez violenta radiografia de Renan.

Gastou mais do que os 20 minutos que tinha, falou em economia, em “revolução pela realização”. E disse que presidirá o Senador com total transparência. E mais: “Criarei imediatamente a Corregedoria das mulheres”. E encerrou sua apresentação lamentável, aplaudido.

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PS – Sarney falou então durante 42 minutos, verdadeira exaltação e dominada por elogios afetuosos com ele mesmo. A posse de Renan seria imediata, Sarney não iria perder a oportunidade.

PS2 – A votação foi rápida. Na Câmara segunda-feira será mais demorada, são 513 deputados e vários candidatos. Estavam presentes 78 senadores, faltaram apenas 3, a vantagem de Renan, foi a esperada.

PS3 – 56 votaram em Renan, 18 em Pedro Taques, 2 se abstiveram, 2 votaram em branco, a mesma coisa.

PS4 – Renan tomando posse: “Saímos da escuridão da ditadura, para a luminosidade da democracia”. E Sarney passando o cargo: “Renan tem todos os mérito para o cargo, será o presidente de todos os senadores”.

PS5 – Os dois primeiros a “cumprimentar” Renan, estavam estrategicamente colocados, Eunicio Oliveira e Romero Jucá, comprometidos e contaminados com a volta de Renan.

PS6 – A pergunta, obrigatória, que ninguém fez: “Senador Renan, o senhor vai cumprir o mandato inteiro de presidente, ou renunciará numa nova circunstância?

Leiam a frase do Renan Calheiros ao discursar como candidato à presidente do Senado : “A ética não é um objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o interesse nacional. A ética é meio, não é fim”.

O que ele quis dizer? Significa que a seu ver pode-se dimensionar a importância de cada um – a ética e o interesse nacional – e mensurá-los definindo para eles um grau de importância maior ou menor? Significa que sendo o objetivo o interesse nacional, o instrumento – a ética – tem menor relevância e pode ser interpretado de diversas maneiras? Que quaisquer alianças e quaisquer compromissos são válidos, desde que os pretensos interesses nacionais sejam a intenção louvável?

Pois a meu ver a ética faz parte intrínseca do interesse nacional, é um valor que dá consistência aos interesses de um povo que quer construir uma grande Nação. Interesse nacional não significa apenas ter o pão à mesa. Significa liberdade individual, solidariedade entre os cidadãos, respeito à justiça e aos direitos, honestidade na condução dos destinos do país. A ética é a alma do interesse nacional.

Alberto Goldman

renan calheiros calhorda masterPor Joelmir Pinho

Renan Calheiros foi eleito nesta sexta-feira, 1, presidente do Senado brasileiro, quase seis anos após ter renunciado ao mesmo cargo para não perder o mandato, sob forte pressão da imprensa e até de alguns de seus colegas senadores. [1]

Calheiros (PMDB) ressurge num cenário ainda pior do que aquele que o levou à renuncia em 2007. De lá pra cá o senador mandacaru [2], como vem sendo chamado nos corredores do Senado, passou a colecionar denúncias contra si, que inclui o favorecimento de aliados em publicações ocultas no episódio que ficou conhecido como escândalo dos atos secretos.

Além disso, em janeiro último a Procuradoria-Geral de República pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para investigar supostas irregularidades na abertura de uma estrada dentro de uma reserva ambiental para uma das empresas de Calheiros, a Agropecuária Alagoas.

E não para por aí: pesa também sobre o alagoano as denúncias de uso do dinheiro do Senado para alugar um escritório em Maceió e de uso de influência para emplacar aliados no governo federal, apenas para destacar algumas.

No final de janeiro desse ano, mais uma bomba. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou uma denúncia ao Supremo sobre o caso Mônica Veloso. Gurgel sustenta que Renan não tinha dinheiro suficiente para pagar a pensão da ex-mulher e o acusa de utilizar notas frias para justificar a origem dos recursos para a pensão paga, supostamente, por um lobista.

Com um currículo tão vasto, o mínimo que se poderia esperar era que a candidatura de Renan Calheiros à presidência do Senado fosse de pronto, rejeitada pelos seus pares, se existisse por parte destes qualquer compromisso com a ética e a sociedade brasileira e o interesse de preservar a própria imagem da Casa, de muito abalada por sucessivos escândalos.

No entanto, a candidatura mandacaru mostrou-se bastante capilar e obteve 56 votos, contra apenas 18 do senador Pedro Taques (PDT). Outros quatro senadores votaram em branco ou anularam o voto.

Em meio a tudo isso, duas ironias marcaram a eleição de Calheiros. Primeiro o fato de que o senador foi eleito presidente com o voto de parlamentares ditos progressistas, inclusive de alguns dos 35 senadores que votaram pela sua destituição do cargo em 2007.

E não para por aí. O tom do discurso de Calheiros, ainda como candidato, foi marcado pela defesa intransigente da ética, da moralidade e da transparência, numa contradição escancarada com sua própria trajetória política, dentro e fora do Senado.

Apenas à guisa de informação: o presidente do Senado preside a Mesa Diretora, que comanda as atividades da Casa, com orçamento de mais de R$ 3,5 bilhões e mais de 6,4 mil funcionários.

O lamentável episódio desta sexta-feira confirma a urgência de repensarmos nossa sequestrada democracia e nos convida, enquanto sociedade civil, a sairmos da passividade e da covarde letargia em que nos atiramos por omissão ou por desesperança.

[1] Em 2007 Calheiros foi acusado de ter seus gastos pessoais, inclusive a pensão para sua ex-mulher Mônica Veloso, pagos pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. Era suspeito também de usar laranjas para controlar duas empresas de rádio e um jornal no seu estado numa sociedade oculta com o usineiro João Lyra.

[2] O apelido é explicado com o seguinte argumento: o senador tem casca dura, é espinhoso e parece à prova de intempéries.

fonte: JOELMIR PINHO

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LP com músicas de campanha

1955… nasce em Murici, Alagoas

Anos 70… militante do PC do B- Partido Comunista do Brasil

1978… deputado estadual, dizia que Fernando Collor, prefeito de Maceió, era o “príncipe herdeiro da corrupção”

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Foto: Lula Marques – Folhapress

 

1982… deputado federal, apoia Collor para governador. Depois, filia-se ao PRN e é membro importante da eleição de Collor à Presidência da República

1989… é o lider do governo Fernando Collor na Câmara e apoia o bloqueio das cadernetas de poupança

1990… derrotado ao governo de Alagoas, rompe com Fernando Collor, que apoia outro candidato

1992… apoia o impeachment de Collor

1994… eleito senador, alia-se a José Sarney e preside a Comissão do Orçamento

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Foto: Marcello Casal Jr. – Agência Brasil

 

1998… nomeado ministro da Justiça de FHC, apoia a reeleição de FHC

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Foto: Antônio Cruz  – Agência Brasil

 

2002… apoia o candidato derrotado José Serra

2005… apoia Lula e vira presidente do Senado

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Foto: Antônio Cruz – Agência Brasil

 

2006… arquiva CPI para investigar Lula

2007… acusado de receber $ de uma empreiteira para custear a pensão da filha com uma amante formosa, renuncia à Presidência do Senado

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Monica Veloso, amante de Renan, na capa da Playboy

 

2009… filho dele ganha concessão de uma rádio do governo Lula

2010… apoia Dilma

2011… eleito para o Conselho de Ética

2013… hoje, deve ser eleito presidente do Senado

 

Todo mundo fica procurando “culpados” por Renan se tornar presidente do Senado. O Procurador da República apressadamente o acusa de desviar dinheiro e falsificação. Ora, ora, ora… Vamos parar de procurar chifre na cabeça de touro, pessoal. A hora é de investir na educação de quem elegeu Renan e aquela seleção tão especial de seres  humanos que fazem parte do Senado. É simples e difícil assim.

Bom mandato, senador Renan!

Blog do Marcelo Tas

renan ladrãotramita sob segredo de Justiça. Se denúncia for aceita, senador se tornará réu.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou denúncia contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Calheiros é acusado de ter apresentado notas fiscais frias para justificar seu patrimônio. A acusação foi entregue na sexta-feira, mas o escritório de Gurgel não quis dar detalhes do caso, porque o inquérito está sob segredo de Justiça.

Saiba mais: Abaixo-assinado pede ficha limpa na presidência do Senado

No caso de a denúncia da Procuradoria ser aceita, Calheiros se tornará réu em processo do STF. O caso tramita desde 2007, ano em que Calheiros renunciou à presidência do Senado, evitando perder o mandato. Este ano, o senador tenta novamente ser eleito presidente da Casa.

Em nota, o senador criticou o envio da denúncia ao STF. “A investigação foi aberta em agosto de 2007 e, apesar de se encontrar parada na Procuradoria desde fevereiro de 2011, a denúncia foi apresentada justamente na sexta-feira anterior à escolha para presidente do Senado Federal”, diz o texto, acrescentando que a atitude tem “natureza nitidamente política”.

fonte: VEJA